apologetica

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Adão e Eva foram salvos?

Suzana
Tue, 06 Aug 2019 01:01:38 GMT

Há algum ensinamento a respeito disso?

Carlos Ribeiro
Fri, 16 Aug 2019 01:35:04 GMT

> @Carlos Ribeiro > pareceria mais certo que se purificassem depois do Limbo, não antes, pois a purgação antecederia a glória, não uma beatitude natural. >Ou pela eminente presença do Cristo, tenha recebido uma indulgência plenária. Retiro tudo o que disse. Na Antiga Lei, vemos Jó e os Macabeus rezando pelos mortos. Deste modo a purgação antecedia a beatitude natural não porque a mesma beatitude natural o pedisse (eu ainda não vejo a pena temporal como necessariamente contrária à beatitude natural, mas também o retirarei estando errado), mas justamente porque precisavam esperar o momento histórico da Redenção (como os justos sem penas temporárias a pagar). E se os vivos rezavam pelos mortos, parece-me podermos concluir que a purificação cessava quando não havia mais penas temporais a serem pagas, podendo ir a alma à beatitude natural, ao Seio de Abraão. Ainda sobre o purgatório, não me lembrava do seguinte trecho da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (III, 12-15): >"[S]e alguém edifica sobre este fundamento [Jesus Cristo], com ouro, ou com prata, ou com pedras pr eciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia [do juízo] irá demonstrá-lo. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o cons­trutor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo."

ruirmachado
Fri, 16 Aug 2019 22:43:50 GMT

A salvação de Adão e Eva deduz-se da própria Escritura, pois está claro no nascimento de Set, que Eva temia a Deus, e que ensinou seus filhos Caim, Abel e Set e a temerem a Deus e oferecerem sacrifícios.

ruirmachado
Fri, 16 Aug 2019 23:33:01 GMT

Entendendo-se que Adão e Eva não foram impenitentes, não há qualquer motivo para negar-lhes a presunção de santidade, como se crê acerca de outros patriarcas.

Karlos Guedes
Fri, 23 Aug 2019 11:17:28 GMT

> @Thiago Santos de Moraes > Isso é algo que não temos como saber Equívoco seu, Thiago. A Escritura atesta que eles se arrependeram, fizeram penitência e foram salvos.

Karlos Guedes
Fri, 23 Aug 2019 11:26:17 GMT

> @Higo Felipe > Eu também tenho essa informação de que são santos comemorados na véspera do Natal. Não achei outras fontes, senão uns links em inglês. Não encontrei no Martirológio, logo...

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Aug 2019 13:02:44 GMT

Logo, o quê?

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Aug 2019 13:07:32 GMT

Santo Tomás discutiu se a descida do Cristo aos infernos livrou as almas do Purgatório (III, q.52, a.8): >Parece que Cristo, com a sua descida aos infernos livrou as almas do purgatório. Mas responde: >[O]s que então estavam em situação semelhante às almas atualmente detidas no purgatório não foram livrados deste pela descida de Cristo aos infernos. Mas se porventura então existiam tais quais os que agora são livrados do purgatório em virtude da Paixão de Cristo, esses nada impede fossem livrados do purgatório pela descida de Cristo aos infernos. Na segunda objeção ele apresenta algo semelhante ao que pensei: >A presença mesma da alma de Cristo não produziu efeito menor que os seus sacramentos. Ora, pelos sacramentos de Cristo as almas são libertas do purgatório; e sobretudo pelo sacramento da Eucaristia, como se disse. Logo, com maior razão, pela presença de Cristo descendo aos infernos, foram livradas as almas do purgatório. E responde a isso: >[O] sacramento da Igreja livra o homem do purgatório, por ser um sacrifício satisfatório pelo pecado. Ora, o descenço de Cri sto aos infernos não foi satisfatório. Mas obrava em virtude da Paixão, que era satisfatória, como estabelecemos; mas era satisfatória em geral, devendo a sua virtude ser aplicada a cada um por algo a cada um especial. Por onde, não era necessário que pela descida de Cristo aos infernos, todos fossem libertos do purgatório.

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Mon, 26 Aug 2019 20:56:10 GMT

Pelo que entendi, não é impossível que Cristo tenha livrado da pena temporal aos que quis na ocasião de seu descenço. Porém isto é apenas uma hipótese, e que se se realizou, foi por mera liberalidade divina. Correto, Carlos?

Karlos Guedes
Fri, 30 Aug 2019 12:45:51 GMT

> @Carlos Ribeiro > Logo, o quê? Não são Santos.

Thiago Santos de Moraes
Fri, 30 Aug 2019 22:52:39 GMT

O Martirilógio não tem todos os santos, Karlos.

Carlos Ribeiro
Tue, 03 Sep 2019 13:07:57 GMT

Paulo, na resposta à primeira objeção (que é uma citação de Sto Agostinho), Sto Tomás explica melhor a possibilidade de ser livre do purgatório pela descida de Cristo aos infernos: >aos que estavam suficientemente purificados; ou então aos que, ainda vivendo, mereceram, pela fé, amor e devoção para com a Paixão de Cristo, serem livrados, pela descida de Cristo, da pena temporal do purgatório. Eu entendi como uma coincidência: no primeiro caso as almas que terminaram sua purificação durante a descida de Cristo (os três dias, cf. a.4); no segundo, os que testemunharam a Paixão (com fé, amor e devoção) e morreram [ainda tendo penas temporais a pagar] após Cristo (também durante os três dias).

Carlos Ribeiro
Tue, 03 Sep 2019 13:16:42 GMT

> @Karlos Guedes > Não são Santos. Ok. Se fosse para querer dizer que não são santos _celebrados_ (por estarem no calendário novo e no bizantino), eu até _entenderia_, mas que não são santos, eu nem comento.

Thiago Santos de Moraes
Fri, 13 Sep 2019 03:44:07 GMT

Estive relendo o tópico e refletindo sobre o assunto paralelo do Purgatório antes da Redenção e percebi que nunca tive dúvida sobre ele, pois sempre entendi que os *Infernos* incluíam tudo: um lugar de felicidade natural para os justos, um de purgação e um de castigo.

Carlos Ribeiro
Fri, 13 Sep 2019 13:40:14 GMT

Após a Redenção eu tenho isso claro (não existindo mais Limbo dos Patriarcas, mas o Limbo dos Infantes); referente a antes da Redenção eu não tinha. A perícope de Lázaro e o rico, p.ex., mostra apenas limbo e condenação.

ruirmachado
Sun, 15 Sep 2019 00:26:13 GMT

De todos os novíssimos, o único que supõe a graça é o céu dos bem-aventurados. Os outros não supõem a graça e existiriam, inclusive, num hipotético estado de natureza pura.

Carlos Ribeiro
Tue, 17 Sep 2019 13:15:15 GMT

_Homilia in divini corporis sepulturam_ ou _A descida do Senhor à mansão dos mortos_ (séc. IV, PG 43, atribuída a Santo Epifânio de Salamina): >Ele vai antes de tudo à procura de *Adão*, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de *Adão e Eva* cativos, agora libertos dos sofrimentos. >O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando *Adão*, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a *Adão*: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. [...]” Atualmente ela é a segunda leitura do Ofício de Leituras no Sábado Santo.

Karlos Guedes
Sat, 26 Oct 2019 01:49:38 GMT

Carlos, Santo é o sujeito canonizado. A lista dos canonizados é o Martirologio. De fato, não há o que comentar.

Thiago Santos de Moraes
Sat, 26 Oct 2019 07:57:54 GMT

O Martirológio não tem todos os santos, Karlos. E, mesmo nele, santos não são os canonizados no sentido que se entende hoje.

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Sat, 26 Oct 2019 11:36:54 GMT

De fato há um equívoco aqui, pois estou lendo o Martirológio este ano e ele não contém todos os santos, faltando muitos, sobretudo não mártires.

Carlos Ribeiro
Sun, 27 Oct 2019 22:26:11 GMT

> @Karlos Guedes > Santo é o sujeito canonizado. Não. >A lista dos canonizados é o Martirologio Não.

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