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Masturbação e gula é muito mal fundamentado pelos catolicos ?

Lucas
Sat, 09 Nov 2019 21:23:03 GMT

Olá. Agradeço as respostas anteriores, mas realmente não encontrei nenhum argumento válido para condenar a masturbação nem a gula. Ambos são atividades extremamente ordinárias, me parece muito radicalismo pegar princípios morais para aplicar a essas práticas. Certos valores não são tão fixos assim, o que deveria ser fixo são principios e não regras! Assim como a gula, masturbação é uma coisa que depende muito de cada caso é um caso. É muito radicalismo condenar tais práticas baseando-se em regras antigas que mais eram feitas para controlar as pessoas politicamente.

ruirmachado
Sat, 09 Nov 2019 22:05:21 GMT

Eu diria 100%.

ruirmachado
Sat, 09 Nov 2019 22:07:00 GMT

E é muito estranho alguém não achar um excesso como a gula um pecado ou um vício. Até os pagãos entendiam assim. Conhece o mito de Tântalo ou de Erisícton?

ruirmachado
Sat, 09 Nov 2019 22:08:23 GMT

Já a masturbação é um desvio das energias sexuais para uma prática solitária e egoísta, muitas vezes, injusta, porque ninguém se masturba pensando no carro que comprou. Pensa-se na mulher dos outros ou no homem dos outros.

Fabricio
Sat, 09 Nov 2019 23:22:40 GMT

> @Lucas > É muito radicalismo condenar tais práticas baseando-se em regras antigas que mais eram feitas para controlar as pessoas politicamente É justamente o contrário. Para controlar as pessoas é necessário torná-las viciadas. Os vícios cegam a razão e escravizam a vontade. Uma pessoa sem vícios é livre. Pergunte a alguém que venceu o álcool, as drogas, ou a masturbação.

Thiago Santos de Moraes
Sun, 10 Nov 2019 02:13:42 GMT

> @Lucas > Ambos são atividades extremamente ordinárias, me parece muito radicalismo pegar princípios morais para aplicar a essas práticas. O fato de algo ser comum não o torna justo. Como a gula, que é um claro desvio na necessidade de se alimentar, não seria pecado caso preenchidos todos os requisitos para caracterizá-la? O mesmo se diga em relação à masturbação. Sugiro a leitura do livro _Libido Dominandi_. Lembre, um homem viciado tem tantos senhores quanto são os seus vícios.

Lucas
Sun, 10 Nov 2019 20:19:02 GMT

Sobre o livro Libido Dominandi, já estou lendo obrigado. Agora sobre os argumentos que vocês novamente apresentaram sobre a gula e masturbação como vicio, que são atos egoístas, não explicam nada, não fundamentam a proibição para estes atos. É o mesmo que dizer que uma pessoa que tem como hobbie pintar quadros de artes, tem que parar porque ela é egoísta e só faz isso para obter prazer próprio. Ou um compositor musical... E indo mais além, ambos desses exemplos, assim como a masturbação no caso, muitas vezes tem que mentalizar imagens de mulheres e homens para fazer quadros com certos temas, isso não é pecado, não tem a menor fundamentação isso. Para mim está claro na bíblia que existem princípios, mas proibir necessidades naturais humanas já é coisa de políticos não do Criador que criou impulsos naturais humanos, agora o "teatro" quem vem fazendo são os humanos.

Lucas
Sun, 10 Nov 2019 20:26:57 GMT

Ou eu que realmente não estou entendendo mesmo. Por isso, quem puder me dar uma melhor explicação com base na critica que fiz eu agradeço.

Fabricio
Sun, 10 Nov 2019 21:33:32 GMT

Tudo tem uma finalidade. O aparelho reprodutor é para reproduzir. O prazer daí resultante é meio. Buscando o prazer você troca a finalidade pelo meio e isso é perverso (que significa virar do avesso). > "Nenhum dos homens desta geração *perversa* verá a boa terra que eu, com juramento, prometi dar a vossos pais" > Deut 1 > "A sabedoria não entrará na alma *perversa*" > Sab 1 >"renuncie cada um de vós à vida *perversa* e à maldade do procedimento" > Jer 25 O que foi dito anteriormente sobre cegar a razão e escravizar a vontade é observável na prática. Ademais, não importam argumentos e fatos quando a lei de Deus é direta na proibição de não pecar contra a castidade. Por você não entender, se tornaria ainda mais culpado por não ter feito um ato de humildade e fé.

Lucas
Mon, 11 Nov 2019 00:40:18 GMT

Então na lógica do seu argumento: A finalidade da voz é comunicar com alguém, se falamos sozinhos, exemplo: cantar por diversão sozinho, estamos sendo perversos? castidade como o ato de não atingir os outros perversamente, mas agora os atos íntimos, não está atingindo ninguém a não ser o próprio individuo, e se ele se sente bem e não está sendo prejudicado, porque é contra a castidade?

Fabricio
Mon, 11 Nov 2019 10:32:19 GMT

> @Lucas > cantar por diversão sozinho, estamos sendo perversos? Pode ser que sim, depende das variáveis. Devo lembrar que nosso fim é Deus e todas nossas ações devem se direcinar para este fim. Até mesmo o lazer e o descanso. Mas há prazeres honestos. Há prazeres lícitos e ilícitos, porque intrinsecamente maus. > @Lucas > se ele se sente bem Em todo pecado há prazer, se não houvesse ninguém pecaria. Daí o sentimento de bem. Porém após o pecado a alma percebe o mal: vem o remorso de consciência. Se você despreza esse remorso, Deus te abandona, e o pecado continuado não gera mais remorso devido a dureza do coração. > @Lucas > e não está sendo prejudicado Se perverter o fim, isto é, ser contrário à razão, ilógico, mentira, consequentemente cegar a razão, escravizar a vontade e ofender a Deus não é se prejudicar, então nada mais é.

guvan
Mon, 11 Nov 2019 13:15:16 GMT

Da mesma forma que um relojoeiro não joga as peças aleatoriamente e por mandato diz “marquem as horas!”, assim também foi criado nosso corpo. A lei natural não advém de um mandato extrínseco, mas está inscrito na própria natureza. As peças do relógio são dispostas da maneira exata para que funcionem e marquem as horas; a lei está na disposição das partes e não por um desejo estranho ao próprio objeto. A voz de fato foi feita para comunicar com alguém, e esse é seu uso habitual, mas não há porque qualificar o próprio emissor como alguém ao contrário receptor. Assim como alguém pode escrever um diário ou um recado para si mesmo, embora tenhamos desenvolvido a escrita como forma de comunicar aos outros. Então acho a comparação equivocada. Byung Chul-Han fala que a “Liberdade é o oposto de compulsão. Se você subconscientemente vir à compulsão a que está sujeito como liberdade, então é o fim da liberdade. É por isso que estamos em crise. A crise da liberdade acontece quando percebemos a compulsão como liberdade, então não é possível fazer nenhuma resistência. Se você me obrig a a algo, então possa lutar contra essa “compulsão” externa. Mas ao passo que não há um oponente que me obrigue a nada, então não é possível haver resistência.” Ninguém é capaz de alcançar verdadeira liberdade se o critério de suas ações é simplesmente “eu quero e não atrapalha ninguém”. Não é possível haver conversão nesses termos. Todo o bem que a pessoa faça será uma mera externalidade; fará o bem, apenas para se sentir bem. A diferença entre um bom cidadão e um cristão é a eternidade.

Lucas
Mon, 11 Nov 2019 15:41:55 GMT

Vocês romanceiam muito mas o que argumentam é que é uma prática não natural e portanto perversa. Mas justificam com argumentos contraditórios. Masturbação pode sim ser demonstrado ser um ato natural, uma possível interpretação lógica: assim como coçar-se, não tem nada de anti natural nisso, a pessoa quando entra na adolescência sente impulso a fazer o ato pela maturação do seu corpo que agora adquirir novas necessidades fisiológicas, sendo a culpa que sente ao praticar nos períodos iniciais decorrente de estar fazendo algo que nunca fez, e sem pedir permissão a ninguém muito provavelmente pela primeira vez fazendo um ato extremamente individual, assim como se praticar o sexo nesse período iria sentir algo como preocupação, ou insegurança. Já a gula, muitas vezes a pessoa quando a comete pela primeira vez nem culpa sente. Se estou errado, então que me provem o contrário, pois o argumento da "finalidade" transformaria tudo que fazemos em pecado, literalmente tudo, e pior, quem decidisse fazer tudo pela finalidade do que é se tornaria literalmente um mecânico, limita do e por fim seria contraditório pela própria natureza de livre-arbítrio. Basta dar uma lida na historia da masturbação nas culturas antigas, e verá o tanto de divergência de interpretações, e que quanto menos politicagem a cultura, mais natural certas praticas eram. Portanto, colegas, parece uma proibição invasiva de natureza politica que viola a privacidade do individuo e a possibilidade do mesmo cultivar uma iniciativa interna individual que transborda para todas as outras esferas da vida do individuo dando aí uma estimulação par o individuo apoderar-se de si próprio, coisa que autoridades humanas odeiam é perder o controle dos outros. Politicas invasivas, de épocas e períodos onde era necessário ter uma massa protegendo autoridades.época onde ter o controle sob o que as pessoas pensavam e faziam era um modo de controla-las. Na Biblia nada se fala sobre tal ato, é sim possível se masturbar apenas como um alivio mecânico sem desejar a mulher do próximo; Mas de qualquer forma, obrigado por me responderem, continuarei estudando o assunto.

ruirmachado
Mon, 11 Nov 2019 23:00:42 GMT

Quando você se masturba, você estimula o animalesco, lisonjeia as paixões, estimula o apetite sensível ou a concupiscência. Como qualquer droga, você, logo, logo, precisará de outras mais fortes. Comece se masturbando pensando em uma mulher nua, e logo estará pensando nas piores perversões. Outra coisa: viciando-se em masturbação, você terá dificuldades em transar com a sua esposa. Simplesmente, perderá a graça. Você entendeu mal a questão da finalidade. Existem finalidades que são técnicas, como falar, andar, comer, e são subordinadas à sobrevivência e atuação do indivíduo, e existe o fim último. O ato é tecnicamente bom, quando proporcionado ao seu fim particular, mas moralmente bom quando proporcionado ao fim último. E eu lhe digo: o fim último de todos esses atos técnicos, como falar, andar, comer, é o próprio homem. Já a masturbação é um desvio das faculdades que a natureza destinou à manutenção da espécie (porque não existe a necessidade fisiológica de masturbar-se). O que existe é a necessidade, em alguns indivíduos, de satisfazer seus instintos animalescos, seu apetite concupiscível, que lhe obstrui a razão, que compete com a sua razão para ser a norma última de seus atos. E o indivíduo que lhe cede utiliza-se de um meio nobre para uma finalidade espúria. Frui aquilo que deve utilizar. E o pecado está, segundo Santo Agostinho, justamente, em utilizar o que se deve fruir, e fruir o que se deve utilizar.

ruirmachado
Mon, 11 Nov 2019 23:55:57 GMT

O apetite concupiscível tem sua função. Deus não criou nada mal. Ele serve para que o indivíduo possa procurar o que é bom para si. Mas, como nossas outras faculdades, o intelecto e a vontade, esta também é ordenada, e não existe para a satisfação de si mesma.

Lucas
Tue, 12 Nov 2019 00:11:24 GMT

ruirmachado muito obrigado pela explicação, faz sentido.

Karlos Guedes
Tue, 12 Nov 2019 12:18:31 GMT

> @ruirmachado > porque ninguém se masturba pensando no carro que comprou do jeito que as coisas estão, já deve ter sim... :p

Karlos Guedes
Tue, 12 Nov 2019 12:18:53 GMT

> @Lucas > É muito radicalismo condenar tais práticas baseando-se em regras antigas que mais eram feitas para controlar as pessoas politicamente. Donde vc tirou isso?

Karlos Guedes
Tue, 12 Nov 2019 12:19:27 GMT

> @mefabricio > É justamente o contrário. Para controlar as pessoas é necessário torná-las viciadas. Os vícios cegam a razão e escravizam a vontade. Uma pessoa sem vícios é livre. Pergunte a alguém que venceu o álcool, as drogas, ou a masturbação. perfeito!

Karlos Guedes
Tue, 12 Nov 2019 12:25:58 GMT

> @Lucas > Se estou errado, então que me provem o contrário, pois o argumento da “finalidade” transformaria tudo que fazemos em pecado, literalmente tudo mostre

Karlos Guedes
Tue, 12 Nov 2019 12:29:36 GMT

> @ruirmachado > Existem finalidades que são técnicas Rui, fala mais sobre essas finalidades

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