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O VERBO SE ENCARNARIA AINDA QUE A HUMANIDADE NÃO TIVESSE PECADO?

menandro
Thu, 09 Jan 2020 00:25:21 GMT

Segundo o beato DUNS SCOTO, o Filho Divino estava predestinado a se encarnar, mesmo que a raça humana não tivesse delinquido. A Encarnação seria uma PROPRIEDADE da Segunda Pessoa Divina. Destoando dessa opinião, Santo Tomás defende que a encarnação fora motivada unicamente para o sacrifício necessário a delir os pecados. A Igreja, ao que parece, não fechou questão, inclinando-se a posição tomista, todavia, sem condenar a tese escotista. Poderia existir algum impropério na teoria de Scoto que nos fizesse rejeitá-la, ainda que no campo da mera teologia especulativa?

Thiago Santos de Moraes
Thu, 09 Jan 2020 11:21:20 GMT

A Filosofia não é fonte da Revelação, nem mediata, nem imediatamente. Ela pode dar alguma explicação sobre certos dados da Revelação, no sentido de organização, nada mais. > @menandro > a) A predestinação de Cristo em vir a ser o primogênito de toda criação, e dentro dessa criação, constituir-se, Ele, encarnado, a imagem visível e perpétua do Criador; Essa explicação só existe porque a Encarnação se deu, sem ela não teríamos Cristo algum para dizer que Ele é o primogênito da Criação. Ou seja, ela depende da obra Redentora, da relação com o pecado original. > @menandro > b) Todo amor implica comunhão. A perfeição do amor se constitui na união mais íntima do ser amante com o ser amado, o que só se daria entre o Criador e a criatura pela união hipostática; Só sabemos desse amor de Deus porque Ele se deu gratuitamente como sacrifício para nos resgatar do pecado. Não tem como fugir da relação entre Encarnação e Redenção. > @menandro > c) Na maternidade universal de Eva, similar à Maria. Da virgem e imaculada, o Verbo tomaria a carne para habitar no meio da criação, fosse ela Eva (antes do pecado adentrar ao mundo, gerando os filhos perversos de Adão) ou da virgem e imaculada Maria (após o pecado da humanidade, cujos remidos renascerão pela ressurreição na humanidade do Verbo feito homem no ventre de Maria). Isso não faz sentido para mim, é apenas uma especulação. > @menandro > d) Na recapitulação da humanidade, elevada à deificação na união hipostática, sendo confirmados no estado de justiça e beatitude eterna (sem que o mal pudesse vir lhe a impor qualquer domínio), se livremente Adão e Eva tivessem vencido a tentação e o pecado, tal como, aqueles anjos, que não aderiram a rebelião luciferiana. Não vamos ter união hipostática alguma com Deus no Céu; seja agora, seja numa possível elevação sobrenatural no caso de não ter existido a primeira desobediência. A glória, que é uma graça, não une nossa natureza com a natureza divina. Por isso, não acho adequado fazer uso dessas expressões da caótica teologia oriental.

Carlos Ribeiro
Thu, 09 Jan 2020 11:28:47 GMT

Realmente há um equívoco quanto às fontes da Revelação. As fontes imediatas são a Escritura e a Tradição; a fonte mediata, o Magistério. A Filosofia é serva da Teologia, não per se – pois a Filosofia tem seu fim próprio, e a Teologia não precisaria da Filosofia –, mas devido ao nosso débil intelecto.

menandro
Thu, 09 Jan 2020 16:38:18 GMT

> @Carlos Ribeiro > Realmente há um equívoco quanto às fontes da Revelação. As fontes imediatas são a Escritura e a Tradição; a fonte mediata, o Magistério. A Filosofia é serva da Teologia, não per se – pois a Filosofia tem seu fim próprio, e a Teologia não precisaria da Filosofia –, mas devido ao nosso débil intelecto Concordo plenamente. Confundi Fontes da Revelação com as Fontes do Direito, onde a Filosofia é fonte mediata, e a lei, o Direito Positivado, imediata. Vício de expressão profissional da minha parte. Filosofia não é fonte da Teologia, mas fonte do saber humano pela razão natural. E embora possa demonstrar Deus através da sua rubrica no âmbito da criação e das leis naturais, como em Platão e Aristóteles, jamais poderá revelar Deus intimamente, nas verdades necessárias a salvação da humanidade, o que só dá com a Revelação. Obrigado pela correção confrades.

menandro
Thu, 09 Jan 2020 17:01:25 GMT

> @Thiago Santos de Moraes > a Encarnação se deu, sem ela não teríamos Cristo algum para dizer que Ele é o primogênito da Criação. Ou seja, ela depende da obra Redentora, da relação com o pecado original. É a obra redentora que depende da Encarnação, e não o contrário. Não poderia haver sacrifício sem Humanidade, mas a Humanidade do Verbo existiu por si só até o sacrifício. Os escotistas (dentre eles alguns santos doutores da Igreja), defendem (sem embargo ou condenação do Magistério), que Cristo não veio a ser o Primogênito da criação por causa do pecado, nem no tempo, mas na eternidade. Cristo fora predestinado a Primogenitura, e a glorificar, na Encarnação, toda criação antes de qualquer outro decreto de Deus, independente de ter sido também predestinado como sacrifício de misericórdia em favor da humanidade, dada onisciência do Pai em relação a decadência dos nossos primeiros pais, em momento posterior, e oportuno. Ele é o Primogênito de Deus, e por isso, “[...] tem o primeiro lugar EM TODAS AS COISAS”. (Colossenses 1.18) Sem Primogenitura não haveria o Primado so bre todas as coisas, seja na terra ou no céu, ou seria um primado condicionado a um acontecimento na história humana, chamado pecado. Se afirmamos que há Predestinação à ser Verbo Encarnado, devemos, por corolário, afirmar também que o Pai o predestinou antes de todas as coisas. Os designos de Deus não se prendem a causalidade humana e ao fortuito. Cristo deteria a Primogenitura da humanidade criada em qualquer circunstância, com ou sem adesão dos primeiros pais ao pecado, pois a Primogenitura da segunda Pessoa Divina não lhe recai enquanto “atributo”, vez que na Divindade não há atributos, não há nada que lhe possa ou não ser acrescentado ou subtraído dependendo das circunstâncias exteriores, mas apenas essência e propriedades: “EU SOU O QUE SOU". (Êxodo 3. 14) Cristo é imagem invisível de Deus enquanto Verbo, segunda Pessoa da Trindade, e Primogênito de Deus dentre todas as criaturas enquanto homem, ou seja, em sua humanidade Encarnada, do que se conclui da teoria de Duns Scotto, que se a Primogenitura é decreto CERTO E INFALÍVEL, e se assim, Cristo estava predeterminado a se Encarnar no mundo somático, com ou sem o advento do pecado, pois do contrário, sua Primogenitura seria apenas “atributo”, moldado nele de modo superveniente, tendo por causa únicaa ação humana desordenada pecado humano. Logo, a Encarnação seria condicionada a conduta humana, e não ao decreto Divino.

menandro
Thu, 09 Jan 2020 18:08:35 GMT

> @Thiago Santos de Moraes > a Encarnação se deu, sem ela não teríamos Cristo algum para dizer que Ele é o primogênito da Criação. Ou seja, ela depende da obra Redentora, da relação com o pecado original. É a obra redentora que depende da Encarnação, e não o contrário. Não poderia haver sacrifício sem Humanidade, mas a Humanidade do Verbo existiu por si só até o sacrifício. Os escotistas (dentre eles alguns santos doutores da Igreja), defendem (sem embargo ou condenação do Magistério) que Cristo não veio a ser o Primogênito da criação por causa do pecado, nem no tempo, mas na eternidade. Cristo fora predestinado a Primogenitura, e a glorificar, na Encarnação, toda criação antes de qualquer outro decreto de Deus, independente de ter sido também predestinado como sacrifício de misericórdia em favor da humanidade, dada onisciência do Pai em relação a decadência dos nossos primeiros pais, em momento posterior, e oportuno. Ele é o Primogênito de Deus, e por isso, “[…] tem o primeiro lugar EM TODAS AS COISAS”. (Colossenses 1.18) Sem Primogenitura não haveria o Primado sobre todas as coisas, seja na terra ou no céu, ou seria um primado condicionado a um acontecimento na história humana, chamado pecado. Se afirmamos que há Predestinação à ser Verbo Encarnado, devemos, por corolário, afirmar também que o Pai o predestinou antes de todas as coisas. Os designos de Deus não se prendem a causalidade humana e ao fortuito. Cristo deteria a Primogenitura da humanidade criada em qualquer circunstância, com ou sem adesão dos primeiros pais ao pecado, pois a Primogenitura da segunda Pessoa Divina não lhe recai enquanto “atributo”, vez que na Divindade não há atributos, não há nada que lhe possa ou não ser acrescentado ou subtraído dependendo das circunstâncias exteriores, mas apenas essência e propriedades: “EU SOU O QUE SOU". (Êxodo 3. 14) Cristo é imagem invisível de Deus enquanto Verbo, segunda Pessoa da Trindade, e Primogênito de Deus dentre todas as criaturas enquanto homem, ou seja, em sua humanidade Encarnada, do que se conclui da teoria de Duns Scotto, que se a Primogenitura é decreto CERTO E INFALÍVEL, e se assim, Cristo estava predeterminado a se Encarnar no mundo somático, com ou sem o advento do pecado, pois do contrário, sua Primogenitura seria apenas “atributo”, moldado nele de modo superveniente, tendo por causa única a ação humana desordenada pelo pecado. Logo, a Encarnação seria condicionada a conduta humana, e não ao decreto Divino. (republicado corrigindo alguns erros de digitação)

menandro
Thu, 09 Jan 2020 19:31:25 GMT

> @Thiago Santos de Moraes > Só sabemos desse amor de Deus porque Ele se deu gratuitamente como sacrifício para nos resgatar do pecado. Não tem como fugir da relação entre Encarnação e Redenção. A teoria do Doutor "sutil" Duns Scoto não foge, apenas não restringe. Testemunhamos na cruz esse sublime amor Divino, o que não implica que Deus só nos ame, ou nos ame mais na cruz. O amor de Deus pela humanidade não oscila em grau ou intensidade, porque Deus é imutável: “porque eu sou o Senhor, e NÃO MUDO. (Malaquias 6.3) E se Deus é Amor (Jo 1. 4-8), e o Amor não muda, então Ele está no modo idêntico na Criação, Encarnação e no Sacrifício. Portanto, o Amor de Deus pela criação não está vinculado apenas ao seu sacrifício, embora tenha sido testemunhado visivelmente à humanidade no ato sacrificial. O amor de Deus se manifesta de maneira autônoma, tanto na CRIAÇÃO, quanto na REDENÇÃO que não é, senão, a recriação de todas as coisas, sem os vícios adquiridos do mau uso do arbítrio que gerou o pecado: Uma coisa é o testemunho visível do Amor, e outra o próprio Amor em si mesmo. Mas do Amor de Deus se diz VIRTUDE UNITIVA, como ensina claramente a Escolástica, a qual se manifesta de modo perfeito na Humanidade Divinizada, e na Divindade humanizada, que só ocorre pela Encarnação do Verbo. Portanto, mesmo na hipótese do homem não ter pecado, a manifestação pública desse Amor de Deus se daria pelo Verbo Encarnado, segundo a teoria defendida pelos franciscanos.

Thiago Santos de Moraes
Thu, 09 Jan 2020 22:19:40 GMT

De virtude unitiva a união hipostática há uma grande distância (para não dizer infinita); não vejo bem espiritual nessas especulações, pois Deus não revelou tudo, revelou apenas o que é necessário à nossa salvação, e, nesse âmbito, está apenas a relação entre pecado original e Encarnação. > @menandro > Se afirmamos que há Predestinação à ser Verbo Encarnado, devemos, por corolário, afirmar também que o Pai o predestinou antes de todas as coisas. O que dá no mesmo; se for para entrar na questão da predestinação, que na minha opinião só complica sem necessidade algo que é muito "simples" no relato bíblico, então tudo está predestinado, inclusive a relação pecado-Encarnação. >Os designos de Deus não se prendem a causalidade humana e ao fortuito. Exato, as coisas são da maneira que são, de modo que o único dado certo que temos é que a Encarnação se deu para a dívida pelo pecado ser saldada. >Cristo deteria a Primogenitura da humanidade criada em qualquer circunstância, com ou sem adesão dos primeiros pais ao pecado,... Não, porque pelo seu próprio argumento Ele já estava desde toda a eternidade predestinado a ser o primogênito para se dar em sacrifício redentor. > @menandro > É a obra redentora que depende da Encarnação, e não o contrário. Verdade, o que quis frisar é a relação entre Encarnação e Redenção.

Thiago Santos de Moraes
Thu, 09 Jan 2020 22:42:30 GMT

Menandro, há uma diferença entre Teologia e Revelação. Revelação é aquilo que Deus quer que saibamos Dele para nos salvarmos, e suas fontes mediatas são a Bíblia e a Tradição (a fonte imediata é o Magistério); já a Teologia é uma reflexão científica sobre os dados da Revelação. Perceba que para o catolicismo o valor da Teologia é completamente diferente do valor numa igreja protestante, posto que os teólogos, por mais sábios que sejam, não possuem, por si sós, a graça de estado para definir algo ou governar.

menandro
Fri, 10 Jan 2020 22:03:52 GMT

Obrigado Thiago. Sou egresso do protestantismo, onde conceitos de Revelação e Teologia são confusos, aplicando uma pelo outra sem distinção. No tocante ao tema, São Lourenço de Brindes (1.559), Doutor da Igreja defendeu em "Opera Omnia" a teoria de Scoto, nesta síntese: a) A Encarnação do Verbo visou tirar o pecado do mundo, seja confirmando a Justiça e a Beatitude dos primeiros pais que usando a liberdade rejeitaram a proposição pecadora (modo preventivo), ou na remissão, caso quedassem neste pecado (modo reparador); Na primeira hipótese, a Encarnação confirmaria Adão e Eva na santidade, isentando-os da possibilidade do pecado, outrora por eles voluntariamente rejeitado. Na segunda hipótese, como que já sabemos, seria mediante o sacrifício da Cruz. b) Na Encarnação do Verbo, a Divindade insere-se no âmbito da própria criação, pois só pode ser Primícia da Criação quem nela se insere como Primeiro, razão de ter sido decretada (predestinada infalivelmente) a Encarnação, independente do pecado. A obra do Doutor "Apostólico" é muito interessante, e como a Igreja não conden a, nem descarta a teoria scotista, seria um tema interessante para estudo. Agradeço pelo diálogo. Fique com Deus.

ruirmachado
Sat, 11 Jan 2020 00:31:13 GMT

Menandro, Santo Tomás respondeu a todas essas objeções, na Suma Teológica. Perceba que, quando você escreve "Se afirmamos que há Predestinação à ser Verbo Encarnado, devemos, por corolário, afirmar também que o Pai o predestinou antes de todas as coisas.", você está tomando como conclusão a sua premissa. Isso é o que chamam de argumento circular.

ruirmachado
Sat, 11 Jan 2020 00:35:35 GMT

Um meio mais excelente, mas ainda assim meio (a Encarnação), pode se subordinar a um meio menos excelente (o pecado), desde que ambos se subordinem a um Fim, mais excelente do que ambos (a glória de Deus). A Encarnação é um ente criado; ela não é eterna e ela não é Deus. A confusão se instala quando confundimos os atributos de Deus com a Encarnação.

ruirmachado
Sat, 11 Jan 2020 00:39:13 GMT

Para Santo Tomás, não podemos afirmar a tese "escotista" pela simples razão de que não temos dados suficientes na Revelação para afirmá-la. Pode-se até concebê-la enquanto possibilidade, mas nada além disso. É o mesmo caso daqueles que querem que todas as crianças não batizadas sejam predestinadas ao céu. Não há nada que afirme ou negue semelhante ideia.

ruirmachado
Sat, 11 Jan 2020 00:45:10 GMT

> @ruirmachado > Santo Tomás respondeu a todas essas objeções, na Suma Teológica. Perceba que, quando você escreve “Se afirmamos que há Predestinação à ser Verbo Encarnado, devemos, por corolário, afirmar também que o Pai o predestinou antes de todas as coisas.”, você está tomando como conclusão a sua premissa. Isso é o que chamam de argumento circular. Corrigindo: tomando como premissa a sua conclusão.

ruirmachado
Sat, 11 Jan 2020 00:45:37 GMT

> @ruirmachado > Para Santo Tomás, não podemos afirmar a tese “escotista” pela simples razão de que não temos dados suficientes na Revelação para afirmá-la. Pode-se até concebê-la enquanto possibilidade, mas nada além disso. É o mesmo caso daqueles que querem que todas as crianças não batizadas sejam predestinadas ao céu. Não há nada que afirme ou negue semelhante ideia. Isto é, as crianças que morrem sem ser batizadas.

Thiago Santos de Moraes
Tue, 14 Jan 2020 08:39:23 GMT

> @ruirmachado > Para Santo Tomás, não podemos afirmar a tese “escotista” pela simples razão de que não temos dados suficientes na Revelação para afirmá-la. Pode-se até concebê-la enquanto possibilidade, mas nada além disso. É isso que tentei explicar para ele e, novamente, acrescento que certas especulações, das quais não se tira nenhum bem espiritual, não deveriam ocupar muito nosso tempo.

dudu_rgs
Tue, 28 Jul 2020 11:42:58 GMT

[Image00008](//muut.com/u/apologetica/s3/:apologetica:UBS5:image00008.jpg.jpg) Acabei de digitalizar um interessante arquivo da REB sobre esse assunto. Trata-se do Primado Universal de Cristo, defendido por São Lourenço de Brindisi, que posteriormente fora desenvolvido na Encíclica Quas Primas. [Image00009](//muut.com/u/apologetica/s3/:apologetica:TlzR:image00009.jpg.jpg)

dudu_rgs
Tue, 28 Jul 2020 11:45:39 GMT

Vou disponibilizar no Obras Católicas o artigo na íntegra em PDF.

ruirmachado
Tue, 28 Jul 2020 19:35:42 GMT

A explicação é, deveras, interessante e bastante perspicaz, contudo, à luz de só essas duas imagens do artigo, me parece querer tornar necessária a vontade de Deus em relação a um bem criado ou a uma realidade contingente. Aguardo a publicação inteira do artigo.

ruirmachado
Thu, 30 Jul 2020 15:57:30 GMT

Explicando melhor: de acordo com esse argumento, parece-me que Deus não poderia criar um mundo no qual o Verbo não se encarnasse. Por isso, eu disse: me parece tornar necessária a vontade de Deus em relação a um bem criado ou a uma realidade contingente.

dudu_rgs
Mon, 03 Aug 2020 04:23:23 GMT

Segue o artigo na íntegra em PDF: https://obrascatolicas.com/editorarealeza/download/o-primado-universal-de-cristo-em-sao-lourenco-de-brindisi-frei-teodoro-a-chaves-o-f-m-cap/?preview_id=145700&preview_nonce=6f082f0afa&_thumbnail_id=-1&preview=true

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