apologetica

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Risco de morte

Suzana
Wed, 21 Aug 2019 13:28:48 GMT

O Catecismo diz: "A lei moral proíbe expor alguém, sem razão grave, a um perigo mortal" Alguém pode me explicar melhor isso? É pecado grave somente se expor a um risco de morte, ou seja, ainda que a morte não aconteça, a pessoa já pecou gravemente apenas pelo risco? Isso só se daria se o risco for grande?

Suzana
Wed, 04 Sep 2019 01:04:46 GMT

> @Thiago Santos de Moraes > Na confissão você só precisa se arrepender por medo do Inferno, não tem de ter uma contrição perfeita. Sim, eu entendo isso. O problema é justamente este: alguns pecados eu não consigo acreditar que são graves e por isso não tenho esse medo do inferno com relação a eles. Mas eu tenho outros pecados, óbvio, e se não me arrepender dos primeiros não serei perdoada dos últimos. É estranho explicar, mas é como se eu pensasse assim: se eu tenho só esse pecado X, considerado grave, não me preocupo porque não acho que Deus me condenaria por isso. Mas, a coisa muda quando se tem outros pecados graves, pois aí precisaria confessar, e necessito da Igreja pra isso. Como a Igreja diz que esse pecado X é grave, e se não me arrepender dele não serei perdoada dos outros, consequentemente fico com medo do inferno por isso, mas não especificamente por esse pecado isoladamente. > @Thiago Santos de Moraes > No mais, eu considero que você fica procurando motivo para ter pecado gravemente; já lhe expliquei que isso não tem nada haver achismo pois, como você mesma disse, nenhum exame constatou nenhuma alteração no seu coração: Sim, os exames eram "normais", só mostravam taquicardia, porém eu já havia lido sobre determinadas bebidas provocarem taquicardia (portanto em mim elas aumentavam mais ainda esse problema) e levarem a morte.

Suzana
Wed, 04 Sep 2019 01:26:23 GMT

> @Paulo Vinícius Costa Oliveira > Suzana, você não precisa entender, da maneira que está se exigindo, para se confessar. Obrigada, Paulo, por suas palavras! :) Mas vc acha que, mesmo eu não conseguindo crer que um pecado é grave, por mais que tente, e por causa disso não tenha a contrição, ainda que imperfeita, se eu apresentar isso de boa vontade ao confessor e me comprometer a não repetir, a confissão é valida? Pergunto isso pq a minha preocupação inicial não é com esses pecados que tenho dificuldades em aceitar que levariam uma alma à condenação (claro, pq se assim fosse já teria a contrição imperfeita); mas com os demais pecados que preciso confessar e que não me seriam perdoados pela falta de contrição dos primeiros. Mas acredito que Deus leva em conta tudo isso e irá considerar minha luta e obediência... certo? Obrigada de novo.

Suzana
Wed, 04 Sep 2019 01:32:11 GMT

> @Paulo Vinícius Costa Oliveira > Em casos como o seu, é totalmente desaconselhável ficar repetindo exames de consciência que provavelmente a estão debilitando espiritual, emocional e até fisicamente Apenas mais uma coisa... li muito sobre escrúpulos, mas não acredito que eu os tenha; pois se tivesse ficaria apavorada com medo do inferno por esses determinados pecados que não entendo, e não é isso o que ocorre (pelo menos não diretamente, e sim no contexto geral levando em conta os outros pecados).

Thiago Santos de Moraes
Wed, 04 Sep 2019 01:46:35 GMT

> @Suzana > O problema é justamente este: alguns pecados eu não consigo acreditar que são graves e por isso não tenho esse medo do inferno com relação a eles. Não precisa acreditar, basta se submeter ao que ensina a Igreja. As justificações que damos são para melhor entendimento, mas se no fim das contas você não entende, basta a submissão, pois o Magistério é a fonte próxima da Fé.

Carlos Ribeiro
Wed, 04 Sep 2019 12:38:39 GMT

> @Suzana > É estranho explicar, mas é como se eu pensasse assim: se eu tenho só esse pecado X, considerado grave, não me preocupo porque não acho que Deus me condenaria por isso. Perde-se a graça e condena-se ao inferno com *um* pecado mortal.

Suzana
Wed, 04 Sep 2019 15:07:45 GMT

Carlos, eu sei disso. Não estou me referindo ao número de pecados não. Estou dizendo no caso de determinados pecados que são considerados graves mas eu não consigo acreditar pq me parecem leves demais.

Thiago Santos de Moraes
Wed, 04 Sep 2019 17:28:25 GMT

Como já falei, se não entende, basta se submeter ao Magistério e se arrender porque assim é ensinado. O arrependimento não tem de vir vinculado a nenhum sentimento. Agora, se nem isso você consegue fazer, então vai de ficar sem se Confessar e Comungar esperando uma graça de Deus para se converter.

Carlos Ribeiro
Thu, 05 Sep 2019 13:11:29 GMT

> @Suzana > Carlos, eu sei disso. Não estou me referindo ao número de pecados não. >Estou dizendo no caso de determinados pecados que são considerados graves mas eu não consigo acreditar pq me parecem leves demais Entendi. A ênfase estava no _considerado_ [grave].

Suzana
Thu, 05 Sep 2019 15:23:10 GMT

Certo, Thiago. Então se eu pensar assim: Eu decido me arrepender disso porque o Magistério afirma que é pecado, e mesmo eu não conseguindo acreditar, eu preciso da Igreja, que tem o poder de me perdoar dos meus outros pecados, por isso me submeto totalmente a ela e decido nunca mais voltar a pecar. Assim vale?

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Thu, 05 Sep 2019 16:25:06 GMT

> @Suzana > Mas vc acha que, mesmo eu não conseguindo crer que um pecado é grave, por mais que tente, e por causa disso não tenha a contrição, ainda que imperfeita, se eu apresentar isso de boa vontade ao confessor e me comprometer a não repetir, a confissão é valida? A alma possui as potências da inteligência (entendimento), vontade (livre arbítrio), e sensibilidade. Não há subordinação entre elas, eu posso não _sentir_ ou _achar_ que tenho contrição, mas a tê-la, visto que a contrição é ato da *vontade*, inteiramente independente de qualquer sensibilidade ou mesmo, no seu caso, de um entendimento equivocado. A partir do momento em que sabe, pela inteligência, que algo é grave, basta fazer um ato da vontade, dizendo algo como: "o meu entendimento não consegue ver como isto é algo grave, porém, como a Igreja diz que é, eu submeto inteiramente a minha vontade a tal verdade, ainda que não consiga entender, devido a este bloqueio que possuo, que Deus conhece, e que peço a graça de conseguir superar."

Thiago Santos de Moraes
Thu, 05 Sep 2019 16:55:28 GMT

Você se submete ao ensino moral da Igreja, isto é, ao fato dela considerar que algo é grave mesmo que você subjetivamente não o perceba. Leia o que Paulo disse acima.

Suzana
Fri, 06 Sep 2019 00:42:40 GMT

Vcs estão sendo muito gentis por me darem estas explicações, me perdoem mas queria esclarecer algo. Entendi que não depende de sentir, nem de entender o porquê aquilo é grave. Inclusive Padre Paulo Ricardo diz que "basta crer", (claro, no que a Igreja ensina). Aí está o problema, o fato de eu não conseguir crer em algumas coisas. Mas eu *quero* crer, vcs entendem? Eu quero pelos motivos que já falei acima. Estou ressaltando isso porque não sei se vcs entenderam este ponto: que não é simplesmente a dificuldade em entender o porquê determinado pecado é grave (eu já sabia desde antes que isso não é requisito para ser perdoado, mas tentava entender para ver se, compreendendo a gravidade, me arrependia); a questão é que eu não consigo *crer* que aquela falta X que a Igreja está dizendo que é grave de fato é. Porém, eu quero muito! Aí eu fico tentando colocar na minha cabeça coisas do tipo: "olha, vc fez isso que a Igreja diz que é grave. Se arrependa pq vc tem que aceitar e se submeter a tudo o que ela ensina". Perfeito. *Eu consigo* fazer este ato de vontade, mas *auto maticamente* me vem na cabeça a motivação para isso: "porque vc precisa da Igreja, senão vc não vai ser perdoada dos outros pecados". Será que mesmo dessa forma esse ato é válido?

Suzana
Fri, 06 Sep 2019 00:51:38 GMT

PS: sei que a discussão fugiu um pouco do assunto do tópico, mas foi meio inevitável

Thiago Santos de Moraes
Fri, 06 Sep 2019 09:27:07 GMT

Não é preciso que você creia que a falta X é grave, basta crer que a Igreja ensina a verdade e se submeter a esse ensino (arrependendo-se por tal motivo).

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Fri, 06 Sep 2019 16:20:04 GMT

Suzana, se você quer crer, você já crê, entende? Pois Deus não nega a ninguém a graça da fé, podendo dá-la até aos que não a procuram, e com maior razão a dará a quem a deseja ardentemente. A fé é uma adesão da vontade a uma verdade sobrenatural revelada por Deus, adesão acompanhada antecedente e concomitantemente pela graça divina. Daí que não é questão de "conseguir" crer tal como você está entendendo; parece que você quer que a barreira cognitiva que enfrenta desapareça como que por milagre ao fazer o ato de fé, porém repito mais uma vez: basta o ato de vontade e ele é suficiente para a sua confissão, ainda que sob os protestos de seu entendimento errôneo.

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Fri, 06 Sep 2019 16:28:54 GMT

> @Suzana > Estou ressaltando isso porque não sei se vcs entenderam este ponto Ainda que você não tenha os sinais mais clássicos dos escrupulosos, tal maneira de se expressar acima é próprio da mentalidade escrupulosa. Um escrupuloso é capaz de voltar 10 vezes no confessionário pois sempre acha que o padre não entendeu bem o pecado dele, que tem alguma circunstância que não foi tão bem explicada, e isto se torna uma fixação ritual. Percebe que é o mesmo que está acontecendo contigo neste tópico? Aconselho agora que você já sabe tudo o que precisa, que seja humilde diante da verdade, vá se confessar, e viva em paz e livre de um fardo que não lhe foi posto por Deus.

Suzana
Sat, 07 Sep 2019 00:12:50 GMT

Certo, Paulo! Na verdade eu já venho me confessando, mas ainda estava preocupada. Mas agora estou bem melhor. Muito obrigada a vocês que gastaram seu tempo me ajudando, obrigada de verdade!

Suzana
Wed, 30 Oct 2019 01:19:52 GMT

Paulo, vc poderia me passar seu e-mail? Seus conselhos me ajudaram, e gostaria de trocar uma ideia com vc.

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Wed, 30 Oct 2019 13:26:13 GMT

pauloviniciuscoliveira@gmail.com

Suzana
Thu, 31 Oct 2019 02:34:08 GMT

Obrigada. Enviei um e-mail a vc.

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