apologetica

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Igrejas Orientais

Carlos Ribeiro
Fri, 12 Oct 2018 13:57:31 GMT

Clássico tópico para tratar das Igrejas Orientais - principalmente as católicas, mas também as cismáticas.

ruirmachado
Fri, 29 May 2020 00:49:09 GMT

Mas, considerando que a Igreja pós-Vaticano II admitiu até a invocação pública, no rito zairense, de ancestrais de coração reto, e que Pio XII suspendeu a censura aos ritos chineses, que também levavam em conta o culto aos antepassados...

Thiago Santos de Moraes
Fri, 29 May 2020 13:36:54 GMT

Não se acho isso grave, mas, com certeza, supondo que o seja, é menos grave que permitir o culto de alguém que agia positivamente contra a Fé.

Thiago Santos de Moraes
Fri, 29 May 2020 13:43:13 GMT

É interessante ler o que se escreveu na época da permissão de culto de alguns nomes pós-cisma (_Lives of the Saints_, de Butler, edição de 1956): [Santos Russos 1](//muut.com/u/apologetica/s1/:apologetica:9UxF:santosrussos1.jpg.jpg) [Santos Russos 2](//muut.com/u/apologetica/s1/:apologetica:d2Tc:santosrussos2.jpg.jpg) [Santos Russos 3](//muut.com/u/apologetica/s1/:apologetica:3CgQ:santosrussos3.jpg.jpg) [Santos Russos 4](//muut.com/u/apologetica/s1/:apologetica:d3w7:santosrussos4.jpg.jpg) [Santos Russos 5](//muut.com/u/apologetica/s1/:apologetica:3TZO:santosrussos5.jpg.jpg) [Santos Russos 6](//muut.com/u/apologetica/s1/:apologetica:6iIn:santosrussos6.jpg.jpg)

ruirmachado
Fri, 29 May 2020 14:19:17 GMT

A admissão de santos pós-cisma faz sentido, pois igrejas não sofrem pena de excomunhão. As igrejas podem ser punidas com o interdito, mas a excomunhão não é uma pena geral, e sim particular. Desta forma, não foram todos os fiéis das igrejas russa e bizantina que foram separados da Igreja em 1054, mas somente Miguel Cerulário, Leão de Ácrida (Ohrid) e os que seguissem seus erros. Aqueles, contudo, que seguiram seus erros por ignorância, não estavam aptos a participar da pena deles. Desta forma, essa data de 1054 não pode ser utilizada para designar uma separação entre igrejas, como aparece nos livros de História. A separação deu-se paulatinamente, tanto que foi brevemente superada pelos Concílio II de Lião e Florença, e depois pela União de Brest, que não abrangeu todos os orientais.

ruirmachado
Fri, 29 May 2020 14:24:17 GMT

Esse argumento, é claro, não serve para admitir São Gregório Palamás, pelas razões que já foram escritas.

ruirmachado
Fri, 29 May 2020 14:33:17 GMT

Houve, em todo esse período de crise após Miguel Cerulário, muitos bizantinos que eram contra a separação ou que tiveram uma mentalidade favorável ao Ocidente. Podemos pensar nos adversários de São Gregório Palamás, que seguiam a escolástica latina, como Barlaão de Calábria, ou ainda o metropolita Isidoro de Kiev, que sofreu resistência dos russos após o Concílio de Florença, ou o Cardeal Bessarião.

ruirmachado
Fri, 29 May 2020 14:39:51 GMT

Isidoro de Kiev, aliás, também fora criado Cardeal pelo Papa.

Thiago Santos de Moraes
Sat, 30 May 2020 19:06:16 GMT

Terminei o primeiro texto. Na introdução, de fato, ele chama a atenção para uma óbvia consequência nefasta do ecumenismo, que é o esquecimento de que os autoproclamados _ortodoxos_ na verdade são _heterodoxos_. Eu acrescentaria que a crise pós-conciliar, que destruiu a catequese e a liturgia, ajudou nesse processo, já que os sinais externos dessas seitas cismáticas são, de fato, muitas vezes superiores na sua adesão ao Evangelho que os criados da década de 1960 para cá. Por outro lado, ainda nessa introdução, ele termina dizendo que o palamismo é a base do modernismo, o que me parece um erro. De fato, como disse São Pio X, o modernismo é um amálgama de elementos de várias heresias anteriores (com alguma pitada de algo novo) e, desse modo, não é de admirar que se encontrem pontos de contacto dele com erros do passado; contudo, daí a dizer que esses mesmos erros são a base da nova heresia, como que numa relação direta de causa e efeito, me parece o tipo de exagero típico da seita Montfort/IBP que vê gnose em tudo. Dando seguimento, a relação que ele faz entre o pensame nto do Aquinate e a doutrina católica não me parece a mais acertada, já que ao invés de dizer que o tomismo é um excelente intérprete racional da doutrina, ele parece dizer que a doutrina mesma depende dos escritos de Santo Tomás, o que é um absurdo. Eu não entendi o seguinte trecho; >As implicações da doutrina de Palamas são ainda mais absurdas. Deus torna-se tão transcendente que a sua própria pessoalidade é colocada em xeque. Nosso Senhor não é mais o Amigo da humanidade e o Consolador dos homens mas sim uma Energia Amorfa que só podemos acessar por um puro ascetismo que prega um completo esvaziamento da própria vontade e a união com essas energias. E também não entendi como o palamismo leva a essa conclusão: >No imaginário “céu ortodoxo”, não encontramos nenhuma personalidade como a conhecemos, nem amor, nem pensamento, nem verdade, nem pureza e nem oração, mas apenas uma escuridão divina além de todo ser, essência e nome. Em outras palavras: a negação de tudo o que agora consideramos humano. Com um céu como esse, quem precisa de um inferno? Falta dizer, também, que não são todos os cismáticos que crêem nisso. Daí ele passa a explicar os pontos de conexão entre o palamismo e o modernismo via imanentismo. Nessa parte o texto foi muito didático e eficiente, embora, como já coloquei antes, não vejo como estabelecer uma relação direta entre os dois erros. A alusão a ida de russos ao Ocidente, fugindo da revolução comunista, não reforça, na minha visão, a hipótese da relação direta, pois as bases do modernismo, que não se atém apenas ao imanentismo, já estavam fincadas antes, e por fontes ocidentais.

ruirmachado
Fri, 14 Aug 2020 16:18:18 GMT

Eu sei que nosso antigo confrade Marcelo Paiva não é mais cristão. Na verdade, nem sei mais o que ele é. Mas ele fez uma análise interessante da Igreja Ortodoxa, recentemente, que posto aqui: https://www.youtube.com/post/Ugzy5iHg28RozWuSygZ4AaABCQ

Thiago Santos de Moraes
Fri, 14 Aug 2020 17:27:06 GMT

O que ele afirma é aquilo que a Igreja tradicionalmente ensina sobre esses corpos eclesiásticos; pena que nos tempos em que alertávamos para essas coisas ele fazia ouvido de mouco.

Thiago Santos de Moraes
Wed, 23 Sep 2020 09:53:00 GMT

Dois textos interessantes sobre as reformas litúrgicas feitas pelas igrejas orientais no século passado: https://www.thewayofbeauty.org/blog/2020/8/byzantine-ressourcement-liturgical-reform-in-the-orthodox-churches-as-a-model-for-the-roman-rite http://www.newliturgicalmovement.org/2020/09/byzantine-ressourcement-2-how-did-they.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+TheNewLiturgicalMovement+%28New+Liturgical+Movement%29#.X2sZhu17nIV

Thiago Santos de Moraes
Fri, 25 Sep 2020 08:02:09 GMT

No primeiro, contata-se que as reformas litúrgicas das igrejas orientais, estranhamente, se harmonizaram com as ideias do Vaticano II. O segundo, analisa se podemos tirar, para o rito romano, alguma lição da maneira como a liturgia é normatizada nas igrejas orientais – não concordo totalmente com a tese do autor, mas, em certo sentido, a ideia dele casa com algo que alego desde os tempos do Orkut: que a centralização promovida pelo Vaticano I, embora entendível no seu tempo, deu o espaço para a revolução pós-Vaticano II.

rodriggo
Tue, 06 Oct 2020 23:52:42 GMT

Canonicamente, uma pessoa batizada na Igreja, que se crismou numa igreja cismática oriental, está de fato crismada? Caso ela venha a converter-se, bastará que ela se confesse? Existe algum processo formal de (re)admissão à Igreja num caso desse tipo, onde até um novo nome a pessoa adotou no sacramento da igreja cismática, ou simplesmente a confissão já a integraria?

neto117
Mon, 12 Oct 2020 21:30:50 GMT

Na visão de vocês, qual seria a probabilidade de - ao menos - uma parte das Igrejas Ortodoxas unirem-se completamente a Católica Romana? E, no caso de algo assim se concretizar, quais seriam os prováveis termos a serem aceitos?

Thiago Santos de Moraes
Tue, 13 Oct 2020 05:29:21 GMT

Acho que nenhuma igreja cismática oriental tende a isso na atualidade e, caso algo assim ocorresse, seria nos mesmos termos que guiaram processos desse tipo no passado, ou seja, elas poderiam manter rito e disciplinas próprios, mas teriam de aderir ao Depósito da Fé como explicado pelo Magistério da Igreja.

Thiago Santos de Moraes
Fri, 16 Oct 2020 05:06:26 GMT

> @rodriggo > Canonicamente, uma pessoa batizada na Igreja, que se crismou numa igreja cismática oriental, está de fato crismada? Sim, está. Todos os sacramentos dos cismáticos orientais são, em princípio, válidos. Mas isso não é uma questão canônica, isto é, de direito, mas de teologia. É bem verdade que no sacramento da Confirmação há um dado jurídico, que é o da autorização para um padre celebrar o sacramento, que os bispos cismáticos não podem conceder, mas a Igreja supre essa falta. > @rodriggo > Caso ela venha a converter-se, bastará que ela se confesse? Confesse e abjure os erros. > @rodriggo > Existe algum processo formal de (re)admissão à Igreja num caso desse tipo, onde até um novo nome a pessoa adotou no sacramento da igreja cismática, ou simplesmente a confissão já a integraria? Existe a abjuração dos erros, mas o nome permanece o do Batismo.

ruirmachado
Sat, 17 Oct 2020 15:02:02 GMT

> @neto117 > Na visão de vocês, qual seria a probabilidade de – ao menos – uma parte das Igrejas Ortodoxas unirem-se completamente a Católica Romana? Como o Thiago respondeu, esse fenômeno do qual você parece se admirar, já aconteceu diversas vezes na história do cristianismo: melquitas, rutenos, assírios, coptas, armênios, etc., reuniram-se a Roma, após o cisma. E todos estão obrigados a terem a mesma fé da Igreja, conquanto conservem suas particulares litúrgicas e disciplinares. Agora, isso acontecer agora, depois do Vaticano II, é quase impossível. Os primeiros a desencorajaram essa união seriam as próprias autoridades do Vaticano.

Thiago Santos de Moraes
Fri, 19 Feb 2021 04:55:04 GMT

Primeiro padre casado brasileiro (exercendo o ministério legitimamente): https://diariodorio.com/dauro-machado-e-do-rio-de-janeiro-o-primeiro-padre-casado-do-brasil/?fbclid=IwAR0ibYCJXoC_JWofPi_G2XtdXbYfGTPsuFg2Qp-RK2IgfExre9jV5RjPevI Esse é um fruto de uma modificação na legislação sobre a atuação das Igrejas Orientais no Ocidente feita, salvo engano, no final do pontificado de Bento XVI.

Carlos Ribeiro
Fri, 19 Feb 2021 13:05:39 GMT

Faz pouco tempo que descobri que Vitor – autor do excelente e curto blog [Ius Canonicum](http://dircanonico.blogspot.com/) – pertence a uma Igreja oriental, mas não sabia que ele estava à caminho da ordenação sacerdotal. Parabéns ao neossacerdote!

Carlos Ribeiro
Tue, 09 Mar 2021 19:12:35 GMT

> @Carlos Ribeiro > a theosis pode ser tomada como um fetiche esotérico por parte dos “ortodoxos”, mas não sei se é o caso. Pelo que tenho lido, alguns dos elogios do hesicamo e da _theosis_ na Igreja "Ortodoxa" é que advêm de esotéricos.

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