apologetica

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Mês de São José

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Sun, 14 Feb 2016 14:14:34 GMT

Alguém aqui guarda o costume de dedicar o mês de março para honrar particularmente a São José? Ano passado, fiz o mês de São José com um livro do Pe. Oliveiros (http://bit.ly/1U0PIw1). Este ano, pretendo fazer com o do Mons. José Basílio Pereira(http://bit.ly/1QfbJkV).

Carlos Ribeiro
Wed, 21 Mar 2018 19:43:16 GMT

Eu falei da diferença geral de mentalidade, mas no caso do desposório da Virgem, a diferença é de como se entende o próprio matrimônio (natural, principalmente): grosseiramente, no oriente (algo que ficou do mundo antigo), a conjunção carnal (consumação); no ocidente (talvez influenciado pelo Direito Romano), o contrato (de entrega mútua dos corpos) e seu consentimento. A primeira tese teve força no medievo e, parece, no séc. XIX, sendo descartada por Leão XIII.

Thiago Santos de Moraes
Sun, 25 Mar 2018 02:02:45 GMT

Exato, Carlos, eu quis dizer _não é tão importante_. O que Santo Tomás fala sobre o assunto na Súmula? Ainda considero essa visão "oriental" equivocada, pois se tudo em torno de Nosso Senhor devia cumprir a Lei (menos, obviamente, naquilo que tivesse incompatibilidade com a condição divina dele), então Maria Santíssima e São José deveriam se casar. Realmente essa discussão sobre o momento no qual o casamento passa a existir marcou vários século (e não considero a opinião que leva em conta a conjunção carnal como grosseira), mas, mesmo assim, o que se tem de ter em vista era como os judeus da época viam esse ponto à luz da Revelação (e, nesse caso, me parece que as formalidades do casamento eram necessárias).

Thiago Santos de Moraes
Sun, 25 Mar 2018 02:21:23 GMT

O Pe. Paulo Ricardo publicou uma nova aula sobre o papel de São José na Redenção: [O papel de São José em nossa redenção](https://youtu.be/HTwiLVVYUiw)

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Mar 2018 00:17:25 GMT

Sobre Sto Tomás, que houve matrimônio entre a Virgem e S. José, evidenciado pelos bens: a prole (virginal), a fidelidade e o sacramento; e adiro a essa tese, só estou relatando a outra. Mas não penso no cumprimento da Lei, mas na proteção do Menino e da Mãe, e no testemunho a nós. _Grosseira_ foi minha explicação; a tese da conjunção carnal, como eu disse, é mais ou menos herdada do mundo antigo. Já vi mesmo judeus a defendendo, e dizendo que nunca houve ritual de matrimônio no judaísmo; daí que não me parece tão claro como os judeus o entendiam. Sto Tomás não invoca esse argumento (e eu o sigo), mas já vi muitos o fazendo para justamente defender que nesse caso houve matrimônio; e, em contrário, é frequente seu uso para defender diversas heresias (sobre a Fé, mundo angélico, vida eterna, etc.). No próprio texto que Karlos postou isso foi usado, dizendo-se que os judeus esperavam o Messias e estavam fazendo com que Ele viesse (casando velhos com virgens).

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Mar 2018 00:20:14 GMT

Vou ver se consigo assistir à aula do Pe. Paulo amanhã.

Thiago Santos de Moraes
Mon, 26 Mar 2018 13:01:59 GMT

> @Carlos Ribeiro > Já vi mesmo judeus a defendendo, e dizendo que nunca houve ritual de matrimônio no judaísmo; daí que não me parece tão claro como os judeus o entendiam. Podia não haver ritual de matrimônio, no sentido religioso, mas certamente existia uma formalização do casamento, como ocorre entre protestantes que não o consideram um sacramento. Então, meu argumento mesmo nesse caso continuaria válido.

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Mar 2018 16:23:03 GMT

Eu só disse que já vi, não concordo que não houvesse. Pois os votos são da lei natural: no primeiro casal já havia união, mas ainda não o comércio carnal. Então, nos passos _1 - os votos_ e _2 - o noivo leva a noiva para casa e com ela copula_, o casamento já se deu em _1_, mesmo que alguém diga que só em _2_; da mesma forma que os votos matrimoniais públicos ante uma comunidade cristã entre dois hereges batizados perfazem um sacramento, mesmo eles considerando que não.

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Mar 2018 16:23:07 GMT

Acho que só conseguirei assistir à aula na próxima semana.

Carlos Ribeiro
Mon, 26 Mar 2018 17:28:12 GMT

> @Carlos Ribeiro > no primeiro casal já havia união, mas ainda não o comércio carnal. Depois houve - e haveria, mesmo sem o pecado.

Carlos Ribeiro
Wed, 28 Mar 2018 12:31:47 GMT

Acabei me lembrando de uma das primeiras vezes que ouvi a tese de que não houve matrimônio entre nossa Senhora e S. José: uma palestra, durante um encontro de um grupo de oração há uns oito anos, de um padre radialista da minha cidade que abandonou o ministério para se casar e seguir carreira jornalística. Só não me lembro se ele chegou a citar os orientais (a comuníssima antirromanidade), ou se apenas citou o "noivado que não se tornou casamento" da Escritura.

Carlos Ribeiro
Wed, 28 Mar 2018 12:35:55 GMT

Nas notas de rodapé da _Bíblia de Jerusalém_ (ref. Anunciação, Lc I, 26-38) afirma-se que a _"virgem"_ (sic!) Maria estava apenas noiva (v. 27) e que a pergunta (v. 34) não impõe um voto de virgindade.

Carlos Ribeiro
Fri, 06 Apr 2018 23:53:11 GMT

A aula do Pe Paulo é boa, mas não apresentou nada novo. Ele também comenta o assunto em duas homilias no dia dos Esponsais de Maria e José, 23 de janeiro (2017 e 2018): https://www.youtube.com/watch?v=_1CJCf4hs8o https://www.youtube.com/watch?v=nG-AzJEcYBY

Thiago Santos de Moraes
Sat, 07 Apr 2018 05:30:48 GMT

O "noiva" que a Bíblia de Jerusalém fala deve ser porque no casamento judaico havia duas etapas. Agora, se for apenas no sentido de "prometida", não sei de onde eles depreendem isso do texto. Agora, dizer que não havia voto de virgindade é um tipo de exegese que fica só no texto e não vai a outras fontes para interpretá-lo. D. Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, afirma, por exemplo, na sua _Concordância dos Santos Evangelhos_, ao comentar a Anunciação: "Maria tinha feito voto de virgindade. José não o ignorava e, desposando-a, constituira-se guarda e protetor do seu voto. Se assim não fora, por que se havia de admirar do que lhe anunciava o anjo?"

Carlos Ribeiro
Wed, 25 Apr 2018 13:44:55 GMT

Mas esse comentário não faz menção a outras fontes; de todo modo, concordo com: >"Se assim não fora, por que se havia de admirar do que lhe anunciava o anjo?" O texto da Escritura apresenta: - dúvida de Zacarias e sua consequência; - dúvida de Maria (recém-casada ou noiva) e sua não consequência; - concepção de uma estéril (Isabel); - referência por Maria a uma (outra) estéril (Ana). Logo, Maria se fez estéril (por vontade, não por mutilação, obviamente), como _há eunucos que se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus_, Mt XIX, 12.

Thiago Santos de Moraes
Wed, 25 Apr 2018 23:17:53 GMT

Não faz menção de outras fontes porque representa o que era comum na exegese católica. No "Legítima Interpretação da Bíblia" você encontra um desenvolvimento mais científico.

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Thu, 07 Mar 2019 13:38:56 GMT

Este ano estou fazendo o Mês com o conhecido e antigo manual "Devoto Josephino".

Thiago Santos de Moraes
Thu, 07 Mar 2019 22:01:09 GMT

Existe edição atual dele?

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Thu, 07 Mar 2019 23:32:53 GMT

Achei em ebook, mediante uma pequena doação, por aqui: https://capelasantoagostinho.com/bazar/

Thiago Santos de Moraes
Fri, 08 Mar 2019 17:44:20 GMT

Ah, lembrei quem está publicando, é um grupo de Parnaíba ligado a D. Lourenço da Permanência; dá última vez que ele esteve aqui tinha esse livro para vender.

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Sat, 20 Feb 2021 14:18:01 GMT

Ano passado acabei não fazendo as práticas do mês de São José, infelizmente, mas retomarei neste ano. Ainda não sei qual livro vou escolher, porém é provável que use o livro do Mês de São José baseado nos escritos de São Pedro Julião Eymard.

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