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Pecados contra o Oitavo Mandamento

Fernanda
Sat, 27 Feb 2021 18:13:42 GMT

Assisti a um vídeo sobre os pecados contra o oitavo mandamento que me deixou com uma pulga atrás da orelha. No que tange o revelar ou relatar para pessoas próximas, como amigos, família, e/ou namorado(a), ou mesmo em um contexto psicoterapêutico, coisas que se passam num contexto intrafamiliar ou ofensas que você mesmo ou terceiros podem ter sofrido/feito (algo de ilícito feito por um parente, por exemplo). O que define se será um pecado ou não é a questão da intenção? Imagino que possa ser excesso de escrúpulos da minha parte, mas é que ficou nebulosa para mim essa zona entre o que é fofocar/revelar segredos e desabafar para alguém próximo e/um psicólogo situações que direta ou indiretamente nos afetam. Porque nesse desabafar, para um amigo ou psicólogo, de algo que se passou entre você e sua mãe, por exemplo, já levará ele a criar uma opinião sobre ela que pode ser negativa... Enfim, agradeço desde já :)

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Sun, 28 Feb 2021 16:28:08 GMT

Fernanda, se o fato é público e há razão proporcional em questão, não há pecado em dizê-lo. Ainda que não fosse público, poder-se-ia revelá-lo a depender do que é (um pecado grave precisaria de causa muito mais grave do que um leve), e da intenção que se tem (evitar uma injustiça ou reparar um dano, por exemplo). Em todo caso, se é possível dizer o fato sem revelar o autor, a caridade manda proceder assim.

Fernanda
Sun, 28 Feb 2021 21:07:06 GMT

Olá Paulo, tava pensando em uma situação de âmbito mais particular que isso. Por exemplo, alguém tem uma relação difícil com a mãe, e desabafa a situação para o cônjuge, namorado, psicólogo, etc. Porque creio que “reparação de um dano” ou “evitar uma injustiça” não cabem nesse contexto. Isso que voce disse vale para uma situação como essa também? Desculpa se não entendi a extensão do que vc respondeu! Obrigada

Paulo Vinícius Costa Oliveira
Mon, 01 Mar 2021 12:33:17 GMT

> @Fernanda > Isso que voce disse vale para uma situação como essa também? Sim, vale, porém sempre deve haver razão proporcional, haja vista que atritos são o pão de cada dia neste vale de lágrimas. Mas a relevância do motivo é algo que em última instância deve ser aquilatada pela própria pessoa.

Fernanda
Mon, 01 Mar 2021 16:31:22 GMT

Obrigada 🙂

rodriggo
Wed, 03 Mar 2021 18:25:41 GMT

Guardar silêncio parece a melhor conduta a maior parte das vezes, mas vivemos numa carência tão grande de formação e bons conselhos, que às vezes só mesmo contando a situação para outro(s) mais sábio(s) que conseguimos orientação para agir. Acho que se não for para buscar conselho, orientação, reparação de danos, justiça, é maledicência e me parece pecado. Mas falo por puro achismo.

Fernanda
Wed, 03 Mar 2021 18:32:34 GMT

Tendo a ver assim também. Obrigada, Rodriggo! :)